O Nelore P.O. é o ponto de partida da seleção da Kalunga
P.O. quer dizer Puro de Origem, com genealogia registrada na ABCZ. Veja o que isso garante e por que todo animal da Nelore Kalunga segue esse padrão.
P.O. quer dizer Puro de Origem, com genealogia registrada na ABCZ. Veja o que isso garante e por que todo animal da Nelore Kalunga segue esse padrão.

Tudo na Kalunga começa pelo registro. O P.O. é a base que torna o resto possível.
P.O. quer dizer Puro de Origem: um animal com a genealogia registrada e controlada pela ABCZ, com pai e mãe conhecidos e comprovados, geração após geração. Todo animal da Kalunga é P.O., e esse registro é o que dá previsibilidade à seleção.
Com pedigree confiável, dá para saber de quem o animal veio, o que os parentes produziram e o que ele tende a transmitir. É por isso que uma cabanha de seleção trabalha só com P.O., porque o registro transforma a genética em algo que se pode acompanhar, comparar e melhorar a cada geração.
A confiança nesse pedigree tem lastro. Para os filhos de um touro serem registrados, o reprodutor precisa ter o exame de DNA arquivado no serviço genealógico da ABCZ, e o parentesco é conferido por marcadores no material biológico colhido por um técnico credenciado. A filiação que está no papel tem que bater com a filiação genética.
Sobre a genealogia entra um segundo crivo, o do próprio animal. O registro definitivo só é concedido depois de uma inspeção presencial de um avaliador da ABCZ, que confere padrão racial, aptidão para a reprodução e idade. Um P.O. adulto passou, então, por dois filtros independentes, a origem provada no DNA e o animal conferido de perto.
As duas etapas do registro de um P.O.
| Registro de nascimento (RGN) | Confirma a filiação do bezerro, com o exame de DNA do touro arquivado no serviço genealógico. Vale por prazo limitado, até os 4 anos nos machos e 6 nas fêmeas |
| Registro definitivo (RGD) | Concedido por inspeção presencial de um avaliador da ABCZ, que confirma padrão racial, aptidão para a reprodução e idade mínima |
O registro genealógico é a camada de baixo de todo o melhoramento. É a partir da genealogia controlada que o PMGZ, o programa de avaliação da ABCZ, cruza o desempenho de parentes e de progênie para calcular as DEPs de cada animal, hoje somadas à informação genômica. Sem pedigree confiável não há DEP comparável, porque o número perde o pai e a mãe que dão sentido a ele.
Essa base tem peso institucional. O Herd Book da raça zebu no Brasil foi aberto em 1919, os padrões raciais do Nelore vêm de 1938 e, só entre 1939 e 2005, a ABCZ registrou cerca de sete milhões de animais, sob delegação do Ministério da Agricultura. Quando a Kalunga registra um animal, ela o inscreve nesse controle de mais de um século, reconhecido pelo mercado e pelo Estado.
Esse padrão aparece no nome de cada animal. O afixo do Kalunga e o número de registro, como na Romenya FIV do Kalunga (KLGA2715), ligam o animal à fazenda que o criou e a toda a sua linha. É o que permite enxergar a Donata da Tam na base da Romenya, e a linha inteira por trás de cada animal da casa, porque junto do animal vai a genealogia que explica de onde vem o resultado.
Por isso o P.O. é o ponto de partida da Kalunga. Sobre essa base de registro entram a seleção das matrizes, a escolha dos touros e a FIV. Nenhum desses passos funciona sem o primeiro, que é saber, com documento e com DNA, exatamente o que cada animal é.