Por que a Kalunga seleciona pensando no rebanho comercial?

O Brasil lidera a produção mundial de carne e o Nelore está na base. Veja o objetivo da Kalunga: produzir genética melhoradora para o rebanho do país.

Por que a Kalunga seleciona pensando no rebanho comercial?
Foto: @Deluccamartins
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O Nelore sustenta o maior rebanho de corte do mundo. A Kalunga seleciona a genética que o puxa para cima.

O Brasil é o maior produtor de carne do mundo, e o Nelore sustenta esse rebanho de corte. Quanto cada boi vai render começa a ser decidido anos antes, na genética que entra no rebanho, e é nesse ponto de partida que a Kalunga seleciona.

O objetivo da Kalunga é direto: produzir reprodutores e matrizes melhoradores. Melhorador é o animal que transmite a própria qualidade para a descendência e puxa para cima o rebanho de quem o usa, com mais peso na desmama, fêmea que emprenha cedo e dura mais, boi que termina no ponto. A diferença entre um animal bonito e um melhorador aparece uma geração depois, no campo de quem comprou.

O rebanho que a Kalunga quer melhorar tem 238 milhões de cabeças

O Brasil fechou 2024 com 238,2 milhões de bovinos, o segundo maior rebanho da série do IBGE, e abateu 39,7 milhões de cabeças, o maior volume já registrado. Cerca de 80% do rebanho de corte é Nelore ou anelorado. É sobre essa base que a genética de uma cabanha age, porque cada reprodutor melhorador colocado em serviço deixa a sua marca numa safra inteira de bezerros.

O rebanho de corte brasileiro em números

Rebanho bovino (2024)238,2 milhões de cabeças, 2º maior da série do IBGE
Peso do NeloreCerca de 80% do rebanho de corte é Nelore ou anelorado
Abate (2024)39,7 milhões de cabeças, recorde histórico (IBGE)
Sêmen de corteMais de 17 milhões de doses por ano, a maioria via IATF (Index ASBIA)

A genética de elite chega ao rebanho comercial pela multiplicação

Na monta natural, um reprodutor cobre algumas dezenas de vacas por estação. Pela inseminação artificial, ele vira sêmen e alcança milhares de fêmeas em fazendas diferentes ao mesmo tempo. O Brasil usa mais de 17 milhões de doses de sêmen de corte por ano, a maior parte em programas de IATF, segundo o Index ASBIA. É esse o caminho que leva a seleção de uma cabanha até o rebanho que abastece o país.

Nesse trajeto, o valor de um melhorador se multiplica. A mesma genética que ganha na pista, quando entra em escala pelo sêmen e pelos embriões, reaparece em milhares de bezerros mais pesados e mais precoces, em propriedades que nunca disputaram uma exposição.

A Kalunga trabalha no topo dessa pirâmide

Uma cabanha de seleção ocupa a ponta de cima da cadeia. É de onde saem os reprodutores, as doadoras, as prenhezes e o sêmen que outros criatórios usam para melhorar o próprio plantel. As doadoras da Kalunga já produzem campeões para outras cabanhas de ponta, sinal de que a genética da casa é buscada como base de melhoramento.

Por isso a Kalunga seleciona pensando no destino final da genética, o rebanho comercial, onde o resultado vira arroba. Os campeões de pista, como o Coltt, são a parte visível de um trabalho que mira o que acontece longe da pista, no país que lidera a produção mundial de carne.

Fontes:

Nelore Kalunga

Nelore Kalunga

Cabanha de Nelore P.O. em Bauru, São Paulo. Desde 2000, seleciona genética de elite e oferta reprodutores, matrizes, prenhezes, embriões e sêmen que melhoram o rebanho. Genética que faz campeão na pista e entrega resultado no campo.