FIV: como a Kalunga multiplica suas melhores matrizes
FIV é a fertilização in vitro, que faz uma doadora deixar muitos filhos por safra. Veja como a Kalunga usa a técnica para multiplicar suas melhores matrizes.
FIV é a fertilização in vitro, que faz uma doadora deixar muitos filhos por safra. Veja como a Kalunga usa a técnica para multiplicar suas melhores matrizes.
Uma vaca deixa um bezerro por ano. Uma doadora da Kalunga, muitos. A diferença é a FIV.
No ciclo natural, uma vaca produz um bezerro por ano. Para uma cabanha de seleção, isso é pouco. Se uma matriz é excepcional, esperar um filho por safra desperdiça o que ela tem para dar. A FIV resolve esse limite.
FIV é fertilização in vitro. Os óvulos da doadora são coletados, fecundados em laboratório, e os embriões implantados em receptoras, as barrigas de aluguel. Uma única doadora passa a deixar muitos filhos ao mesmo tempo, cada um com metade da genética dela. A multiplicação que levaria décadas pela via natural acontece em poucas safras.
Na Kalunga, é assim que a base de matrizes vira escala. As melhores doadoras, como a Romenya e as fêmeas da linha Donata, são trabalhadas por FIV para espalhar a mesma qualidade por dezenas de animais. O Coltt, Grande Campeão da Expoinel, é um produto disso: o FIV no nome dele conta a história. A Shankara, campeã, hoje é doadora pela mesma lógica.
Para o comprador, a FIV é o que torna essa genética acessível. Não é preciso comprar a doadora inteira para ter a linha dela. Uma prenhez ou um embrião já leva metade dessa matriz para o seu rebanho. É a forma de a Kalunga colocar as melhores fêmeas no mercado sem abrir mão delas.
FIV na prática
| FIV | Fertilização in vitro: óvulos coletados, fecundados e implantados em receptoras |
| Ganho | De um bezerro por ano para muitos filhos por safra de uma só doadora |
| Na Kalunga | Romenya, linha Donata e outras doadoras multiplicadas por FIV |
| Exemplos | Coltt FIV (Grande Campeao) e Shankara FIV (campea e hoje doadora) |